Distrações por segundo

Shakespeare, drogas e rock’n'roll

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

criado por cleo.nefertiti    19:06:35 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Quem não sou

Não sou dessas pessoas aquém de tudo nesse mundo (não critico quem seja, se a pessoa é feliz assim, beijos para vida).

Não sou boa no ramo da escrita (mas queria ser).

Não sou mais uma vedete que existe por ai.

Não sou uma pessoa que não acredita na juventude (por que faço parte dela).

Não sou pseudo-intelectual.

Não sou uma ótima dançarina.

Não faço parte da alta sociedade (resumindo não sou cool).

Não espero das pessoas uma grande consideração, nem que me ouçam todo tempo, já sei que são seres humanos.

Não tento parecer legal para pessoas que não gosto (logo não espere nada de mim).

Não espero que você concorde com tudo que eu falo, pois tem vezes que só falo merda.

Não sou contra as pessoas que comem carne, também não sou contra a quem não come; só acredito que seja uma besteira ficar lutando por vacas mortas e deixar de comer carne, sendo que outras pessoas vão comer por você.

Não acredito da adultice das pessoas.

Não acredito em pessoas que pregam o testemunho de Jeová e ainda mais quando batem na sua porta 8hs da manhã.

Não li nem a metade dos livros do Shakespeare, nem sou especialista nele (mas quero ser).

Não assisto Zorra Total (nem critico quem assiste, cada um é feliz da sua forma).

Não sou calma.

Não tenho vocação para ser “uma pessoa substituta”, então se me quer, me queira logo.

Não faço parte do Clã das adagas voadoras (não sou boa em luta).

Não sou contra filosofia de boteco, pelo contrario algumas pessoas quando estão bêbadas pensam melhor do que quando estão sãs.

Não sou contra a opção sexual de ninguém.

Não fale para eu dizer o “por que” eu quero trabalhar em determinado lugar, odeio essas perguntas, por que a resposta é obvia: Quero ganhar dinheiro e vocês pagam bem.

Não sou uma pessoa que recusa comida.

Não gosto de filmes de terror, tenho medo.

Não vou dizer que não sou hipócrita, mas tento ser o mais sincera possível.

Não gosto de baladas, mas sim de botecos (ou bares).

Não sou drag queen.

Para terminar; Não sou uma pessoa que quer dominar o mundo.

criado por cleo.nefertiti    16:17:16 — Arquivado em: Sem categoria

terça-feira, 5 de julho de 2011

Palavras falas

Palavras palavras falas se encontram em pensamentos desconexos com nexos feitos para simples mente doente sem que isso faça os outros quererem mais atenção gosto pelo errado o que faz mal(u) talvez seja tão banal o atlântico está em guerra com a minha mente meu coração dispara se te olha o que eu trouxe hoje para todos em uma simples seqüência de palavras falas espaças e especas com tudo o que a de bom na vida medíocre de uma cristão sem vida vou escolher você em todo mundo de barro ou poeira cósmica vou encontrar a vida de vinte e oito anos conservadas em álcool e gelo ou dificilmente em refrigerante ou talvez em água de meu atlântico embriagado de tristeza e alegria com você perto de mim embaixo das cobertas quentes suando frio de nervoso com a chuva caindo nas ondas de pura besteiras ao pé do ouvido e mordidas na orelha para crescer a vontade da vida ou da morte ou de tudo que compõe uma atmosfera de princípios morais cristãos sem pecados luxuriosos a favor de uma carne suculenta e quente em cima da cama do bonde da terra verde de gotas transparentes do tempo do suor que cai quando o braço aperta as costas de manifestantes imortais e que um dia lutaram para que o mundo mudasse sem saber que tudo está como vai ficar sem que a vida sofra alguma alteração do tempo das coisas que você me abraça ou me olha com esses olhos brilhantes da cerveja do dia anterior que vai ser consumido meu corpo pela suas mãos e seu membro ereto que devasta o meu coração…

criado por cleo.nefertiti    00:31:00 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carta

Querido peço que leia com atenção, pois já estou a alguns quilômetros fora de seu corpo, sei que não vai entender o “por quê” dessa repentina partida, mas vou tentar lhe explicar; eu não sabia se ao seu lado eu realmente vivia, ou era mais um de seus logros, sempre faltava algo (não estou falando de sexo) que nunca sabíamos o que era, pois sempre tinha em minha escova de dente, creme dental para que meu hálito ficasse cheiroso, sempre havia em meu leite, café, para que minhas manhãs de inverno não fossem tão frias e o banho quente? Ha! Você nunca esquecia esse maldito banho quente, para eu relaxar depois de um dia cansativo. Enfim, realmente era tudo em sua devida ordem, mas sempre faltava alguma coisa, que nunca me deixou esquecer um cara chamado passado, este me atormentava todas as noites que eu não estava com você, falava ao pé do ouvido: “Fica comigo esta noite?”, era tão surreal que fugi, corri para o mais alto de uma montanha, onde eu enxergava todos os seus pontos possíveis, vi que o passado ainda me atormentava, gritava comigo queria ser visto por mim, queria entrar em mim com a mesma intensidade de antes, não fui tão forte quanto eu pensava, então cedi.

Beijos, querido.

criado por cleo.nefertiti    02:05:56 — Arquivado em: Sem categoria

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Creio que o homem
Em um instante de alegria,
Desnuda de afeições;
Canta.

Mas com os contágios fatais da dor
Tornam- se vulgares seus desejos.
Em uma loucura invulnerável.

Aline Guimarães.

criado por cleo.nefertiti    01:35:09 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Voltei!

É hoje voltei.

Não sei por que me deu uma vontade louca de escrever, qualquer coisa, sem pensar em ser inteligente em minhas palavras e impressionar alguém ou coisas desse tipo; simplesmente escrever, falar sobre o passado, de como era bom sentar num bar e conversar com você, ou você, ou ele, ou ela; pensar como era bom beijar você, ou você, ou ela, ou ele; fazer loucurinhas, ter crises por nada, ou por alguma coisa, para ser objetiva, transar com você, ou você, ou aquele ou aquela (até parece).

Gosto de blogs por que eu posso escrever muitas coisas e pode ser mentira e as pessoas pensarem que é verdade, ou contar verdades, para você ler e saber o que penso de você (ou pensava), ainda penso em você, até quero você, mas não quero você, só que ter você e ficar com você, e fazer amor com você, e beijar você, e beber com você; o melhor é saber que não tenho você, mas já tive você, por alguns minutos e aproveitei da minha maneira, mas talvez te aproveitaria com mais calma, te degustaria (essa é palavra), te sentiria com mais prazer, sentiria o gosto de cigarro na sua boca de uma forma que ficasse para sempre comigo…É que hoje estou ótima.

Ótima A Banda Mais Bonita da Cidade
Quando já não sou sua
Convulso a idéia de que estou avulsa
Quebro louça
Vasculho a bolsa
No impulso de cortar o pulso
Gótica, me trancar no quarto escuro
Escondo a cara kamikaze atrás do blush
E de uma dose relaxante
Quase me dopo
Foi mal…
Se misturei formol e frontal
No copo é que senti meu corpo sem sal
Meu signo no horóscopo do jornal
Aí acontece de hoje eu acordar ótima
preciso cortar os cabelos
Comprar mais um creme amarelo
Retomar a semiótica
Uma dieta de atleta
Um protótipo uma meta
Uma nova ótica
Uma outra ética
Porque hoje estou ótima
Uma vítima úmida e completa
A ultima, a saber, que precisa de afeto
Melhor deixar os chocolates por perto
Porque hoje estou ótima
Quem sabe ele me arranca a blusa

Me abusa e nunca mais me acusa de eu estar bem
Ótima..

criado por cleo.nefertiti    00:54:39 — Arquivado em: Sem categoria

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Naquele instante meu corpo paralisou; ele asfixiava sua mãe com a maior paciência do mundo nada o abalava nem os urros daquela mulher morrendo em seus braços, muito menos as sirenes que o caçavam, seu rosto desfigurado pelo prazer; aqueles olhos insanos me fitavam, eu não tinha para onde correr, pois minha curiosidade era maior que qualquer medo; prostitutas, guardas de trânsito e loucos me empurravam na direção do suposto desconhecido, eu só pensava em como eu iria chegar perto daquele rosto delicado e ver tudo o que passava naquela mente.

Sentou ao lado de uma mulher que tinha atitudes pueris e indelicadas, ele gostava muito dela- na verdade ele ama as mulheres- ela tinha um filho de 14 anos, mas o garoto parecia ter bem mais que 14, ele não gostou do menino, tinha medo daqueles olhos infantis que diziam a verdade, ela amava o menino, ele o matou com um tiro na cabeça e tudo acabou bem, com ela enlouquecendo e ele fugindo.

As correntes cristãs se quebram a obrigação de amar a TODOS sobre TODAS as coisas transformam-se em simples papéis picados vontade de matar e amar a dualidade do ser humano aparece em seu estado mais puro insetos rastejam sobre uma superfície podre e a vontade de matar e amar reaparece a vontade de matar matar matar amar amar amar matar amar reaparece.

-Meus sentimentos aos que já foram-

 

Existe uma angústia ácida e dúbia, possante como uma faca, e cujo desmembramento tem o peso da terra, uma angústia em clarões, em pontuação de abismos, apertados e prensados como percevejos, como vermes duros e cujos movimentos estão hirtos, uma angústia em que o espírito se estrangula e se corta a si próprio, - e se mata.
Não consome nada que não lhe pertença, nasce da sua própria asfixia.
É uma congelação da medula, uma ausência de fogo mental, uma falta de circulação da vida.
Mas a angústia opiómica tem uma outra cor, não tem esse declive metafísico, essa maravilhosa imperfeição de timbre. Imagino-a cheia de ecos, e de caves, de labirintos, de reversões; cheia de línguas de fogo falantes, de olhos mentais em acção e do estalar de um trovão sombrio e pleno de razão.
Mas imagino a alma então bem centrada, e todavia num infinito divisível, e transportável como uma coisa que é. Imagino a alma sentindo e que luta e também consente, e faz girar em todos os sentidos as suas línguas, multiplica o seu sexo, - e se mata.
Deve conhecer-se o verdadeiro nada absoluto esfiado, o nada já sem órgão. O nada do ópio traz consigo a orma de uma testa que pensa, que situou o lugar do orifício negro.
Aqui falo da ausência do orifício, de uma espécie de sofrimento frio e sem imagens, sem sentimento, e que é como uma colisão indescritível de abortamentos.

Antonin Artaud

 

 

criado por cleo.nefertiti    17:23:44 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O amor brilha mais no escuro!

O que me diz de tudo isso!

O passado bate em sua porta, te oferecendo tudo o que você sempre quis, noites de conversas que sempre acabam na cama.

criado por cleo.nefertiti    13:05:16 — Arquivado em: Sem categoria

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A culpa é dele

Será que pode julgar uma vida inteira por um único ato? Será que alguém é tão cruel para nos fazer acreditar realmente nisso?

 É minha criança, acreditamos no inexplicável todo tempo só para nos confortar em nossa triste ignorância; tenho certeza que já pararam para pensar que nós fazemos nosso caminho, mas se der merda já colocamos a culpa num ser “maior” que nós.

Eu estava lendo um livro referente ao zen budismo e tem uma citação muito foda que diz mais ou menos assim: …Quando batemos o pé numa porta, ou esbarramos numa pessoa a tendência é sempre colocar a culpa no simples objeto ou na pessoa, mas  o que não vemos é que a porta não se mexe, como ela pode bater em você? E se você estivesse prestando atenção no seu caminho não bateria na pessoa… ; resumindo a culpa é sua tudo o que você faz na vida a CULPA é sua então me venha chorar as magoas se fazendo de vitima, pois cada momento da sua vida você que determina e escolhe seus caminhos.

 

…Sempre morremos cedo demais ou tarde demais, e nunca temos tempo para nada, mas quando chega ao final o caminho está traçado…

Estamos no inferno mocinha, amaldiçoados fodidos… Entre assassinos.

 -Trecho do livro Entre quatro paredes de Jean Paul Sartre-

criado por cleo.nefertiti    16:18:18 — Arquivado em: Sem categoria

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O inferno são os outros.

O mais importante de tudo é aprender a estar de acordo.

Muitos dizem sim.

Outros dizem não.

Alguns nem são consutados.

Mas o mais importante de tudo é aprender a estar de acordo.

 

O que vocês me dizem de um quarto podre cheio de fotos, fotos de mulheres nuas, cheirando mal e quando vocês abrem a privada o que você vê é apenas seu reflexo, me parece nojento para uma sociedade toltalmete moralista, mas e para você que odeia falso moralismo barato, que acha a hipocrisia um crime fatal, o que me diz, você se sentiria insultado? Isso te incomodaria?

E nesse quarto além de uma privada, tamém tem uma  louca comendo coisas do lixo, fazendo coisas inemaginaveis, para alguém. O que poderia ser esse lugar o inferno talvez , ou apenas um quarto de hotel barato?

E um quarto com apenas três sofás sujos, com uma mesa pequena e em cima dessa mesa uma estatua de bronze, e uma porta por onde três pessoas entram e se acomodam cada um em seu sofá. O que poderia ser esse lugar um quarto de hotel barato, ou o ínferno?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

criado por cleo.nefertiti    16:51:41 — Arquivado em: Sem categoria
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